Onde Vender: Marketplace ou E-commerce Próprio?

Se os e-commerces e os marketplaces têm como finalidade o comércio eletrônico, quais aspectos os diferenciam?
Além das diferenças básicas nas operações e custos, cada um se relaciona com o cliente de forma diferente.

Enquanto vender no e-commerce próprio é uma forma de reforçar a credibilidade e dar segurança ao cliente, o marketplace consegue oferecer maior visibilidade e dispensar gastos com plataformas.
O melhor canal de venda para atuar vai depender do produto que você vende, das necessidades dos clientes e dos seus objetivos.
Saiba quais são os aspectos que você deve considerar ao abrir uma loja virtual neste artigo:

E-commerce X Marketplace

Por definição:

  • E-commerce: loja independente, na qual os consumidores compram mercadorias diretamente da empresa

  • Marketplace: site de terceiros, com alto tráfego, grande variedade de produtos e muitos vendedores comercializando na mesma plataforma

Os marketplaces tem alto tráfego, mas em contrapartida você estará concorrendo com centenas de vendedores. No e-commerce próprio, você terá um canal só seu, em compensação precisará montar uma estratégia para levar tráfego para a loja e estimular a conversão.

Tráfego e Branding

A forma como você vai impactar seus clientes e futuros compradores é uma das diferenças básicas entre os canais. No e-commerce próprio, o foco está na segmentação do cliente final, enquanto no marketplace os esforços são pulverizados entre varejo e revendedores.
Com um e-commerce próprio você terá que investir em mídia paga para gerar tráfego para o site. Porém existe a vantagem na conversão, pois os produtos são apenas os seus, sem concorrência do marketplace, onde as marcas anunciam seus produtos e concorrem entre si.
O e-commerce próprio tem uma vantagem extra: o branding.
O gestor foca em uma única marca e promove a fidelização do consumidor.
Em um marketplace, todas as marcas e mercadorias são apresentadas juntas.
Isso é conveniente para o comprador porque ele não precisa procurar produtos complementares ou concorrentes fora da plataforma.

Concorrência e Visibilidade 

Vender em marketplace é conveniente para novos empreendedores, pois a estrutura já está pronta e economiza tempo e dinheiro, além de elevado tráfego de usuários. Essas plataformas recebem milhares de visitantes que preferem acessá-los do que buscar em vários sites para encontrar um produto.
A concorrência é um ponto negativo no marketplace.
Dependendo do produto comercializado, a disputa é acirrada e você pode não obter a exposição necessária para vender.
Estando em um marketplace, o cliente dificilmente se lembrará da loja em que comprou e ao fazer uma nova aquisição, o nome que ficará na memória será o do site e não o da sua marca, tornando extremamente difícil diferenciar seu negócio.

Relacionamento

A plataforma dos marketplaces não permite que vendedores se comuniquem com clientes fora do site, não é possível enviar promoções para os consumidores e nem anúncios de novos produtos.
Esse é um aspecto relevante na decisão de escolha do canal, uma vez que reter um cliente é muito mais fácil e barato do que conseguir um novo.
Sem uma lista de compradores, o gestor fica dependente apenas de novas vendas, já que não consegue trabalhar a recompra e nem a fidelização.
Porém o e-commerce próprio permite a comunicação entre marca e cliente.
O time de marketing tem todas as ferramentas para criar um relacionamento com o consumidor, a partir de envios de e-mails promocionais e de conteúdo para uma base segmentada.

 

Autonomia 

Ter um e-commerce próprio significa ter autonomia para decidir seu design, preços, divulgação, campanhas e tom de voz.
Existe total autonomia para mostrar a personalidade da marca.
Com o e-commerce, é possível criar a experiência de compra que os seus consumidores querem, com soluções de design e integrações necessárias para o perfil do seu público.

 

Investimento 

Marketplaces possibilitam um crescimento mais acelerado que e-commerces.
Lojas virtuais próprias precisam de tempo e dinheiro para engrenar.
Tempo, para montar e fazer as configurações, e dinheiro, para despesas com hospedagem, implementação e divulgação.
Para quem está começando, a questão financeira pode ser um entrave, uma vez que o investimento inicial é maior para a loja própria do que para o marketplace, no qual a plataforma está pronta, bastando cadastrar os produtos e vender.
Os custos de um e-commerce envolvem o desenvolvimento da infraestrutura da loja, o que inclui:

  • Plataforma

  • Gateways de pagamento 

  • Sistema antifraude

  • Logística para envio dos pedidos

  • Marketing

  • Atendimento ao cliente

Para montar e manter essa estrutura, é preciso ter capital de giro.
Uma desvantagem do marketplace é a margem de venda, que é menor do que na loja própria. Isso acontece porque a receita vem das comissões deduzidas das vendas.
Cada plataforma tem seus percentuais de cobrança, mas as taxas no marketplace podem variar de 10% a 20% sobre a transação.

Envolver e criar confiança com o público é difícil nos dois canais e costuma ser demorado e custar caro.
As redes sociais (Facebook e Instagram) podem ajudar nesse desafio, assim como as avaliações de clientes nas páginas de produtos da loja e do marketplace.

 

A decisão sobre operar em marketplace ou loja virtual deve levar em consideração principalmente o tipo de produto vendido, o nicho de atuação, o capital de giro e o resultado almejado.